Cruelty-Free: Uma escolha necessária

Urso polar em pé num fundo cinza com a escrita Stop Animal Cruelty.

Anualmente em torno de 100 milhões de animais morrem devido aos maus tratos causados pela exposição aos testes laboratoriais das indústrias de cosméticos, produtos de higiene e limpeza, gêneros alimentícios, dentre outros. Mesmo já tendo tecnologias alternativas mais eficientes e mais baratas que os testes em animais, como testes in-vitro, análise computadorizada, testes em pele 3D produzidas em laboratórios e até mesmo testes em humanos, a prática dos testes cruéis nos animais ainda é realidade em 80% dos países. Na China, o maior mercado consumidor do mundo, por exemplo, essa prática pode ser exigida para a liberação da venda de alguns produtos.

Infelizmente essa prática é muito comum e grande parte dos produtos cosméticos que temos no mercado utilizam matéria prima de origem animal em sua composição. O colágeno, tão desejado para a vitalidade da pele é extraído de ossos e cartilagem de animais; o ácido hialurônico, o queridinho da cosmética, é uma proteína retirada de cordões umbilicais; o ácido carmínico, muito utilizado na indústria alimentícia para dar cor avermelhada aos produtos, é um pigmento extraído da fêmea do inseto cochonilha, e que para a produção de apenas 450 gramas desse pigmento é necessário que aproximadamente 70000 fêmeas sejam mortas, causando assim desequilíbrio na população desses animais. Além de muitos outros tipos de crueldade a que os diversos animais como cães, gatos, ratos, entre outros são submetidos, o que lhes causa muitas vezes dor, cegueira, queimaduras e até a morte.

Você já parou para pensar em quanto sofrimento e crueldade o seu hidratante preferido já causou até chegar a você?

Neste contexto, surgiu o conceito “Cruelty-free”, que significa basicamente, livre de crueldade. Este termo foi adotado primeiramente por Lady Dowding durante o lançamento de uma coleção de casacos de pele sintética, “beauty without cruelty”, beleza sem crueldade. Desde então o termo vem sendo associado a produtos e empresas que não realizam testes em animais e nem utilizam produtos de origem animal na composição e formulação de seus produtos.

Mas não se enganem. Diversas marcas e empresas dizem por aí que são cruelty-free pois não realizam testes em animais, mas utilizam insumos vindos de outras empresas que fazem esse tipo de teste.

Para evitar esse tipo de prática, surgiram várias certificadoras, entre as mais conhecidas a Leapin Bunny, que mantém um forte vinculo com a Cruelty-Free International, organização que luta pelo fim dos testes em animais em todo mundo, e seu selo atesta que todos os produtos da fórmula e o produto final são livres de testes. A Cruelty-Free, a certificadora mais conhecida, criada pelo programa Beauty Without Bunnies, da PETA, também certifica que em nenhuma etapa do processo produtivo até o produto final foram realizados testes em animais. Além de muitas outras com a mesma proposta.

Quando você consome um produto certificado por esses selos, garante que nenhum animal precisou sofrer para aquele produto chegar até você, além de colaborar para o financiamento das campanhas de proteção animal em todo o mundo. Observe os rótulos, e se tiver alguma dúvida sobre seus produtos entre em contato com a SAC do fabricante.

Consuma com consciência, ética e respeito por todas as formas de vida do planeta, e tenha uma vida mais saudável, harmônica e feliz.

Por Mel Lessa e Maria Luciano Lessa