Microplástico: Um grande problema

O microplástico presente nos cosméticos é um grande poluente dos oceanos.

A população brasileira é a quarta maior consumidora de cosméticos no mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos, China e Japão. Todos os anos são produzidas 120 bilhões de embalagens de cosméticos, em sua maioria absoluta de plástico, que serão utilizadas apenas uma única vez e depois descartadas. Mas infelizmente, o plástico dos cosméticos não está presente apenas nas embalagens.

Muitos dos nossos cosméticos do dia-a-dia contêm microplásticos, que são microesferas que podem variar de 1 a 5 mm e são os principais poluentes dos oceanos, mares e rios. Nos rótulos das embalagens, eles aparecem com os nomes “polyethylene”, “polypropylene”, “polietileno tereftalato” ou “nylon”, e são encontrados em pastas de dentes, xampus, sabonetes, hidratantes e principalmente nos esfoliantes.

O grande problema reside no fato de que esse microplástico do seu cosmético – que é extremamente poluente – escorre pelo ralo quando você lava sua pele e por serem muito pequenos e flutuarem, não são retidos nas estações de tratamento de esgotos, e acabam parando nos mares, rios, lagos e oceanos, contaminando a fauna marinha. Pequenos crustáceos e peixes se alimentam desses poluentes, que ainda por cima absorvem metais pesados e pesticidas, que quando não os matam asfixiados, podem parar na nossa mesa em forma de alimento. Porque há uma reação em cadeia nesse processo: a ave come o peixe maior que comeu o menor que havia ingerido microplástico, e assim a contaminação se expande e retorna para nós, consumidores de cosméticos que geramos essa poluição. Essa capacidade do microplástico absorver substâncias químicas perigosas podem levar a distúrbios hormonais e até estar associado a alguns tipos de câncer. Bem ruim, não é?

Mas nem tudo está perdido

Antecipando-se a uma possível proibição no Brasil, as indústrias de cosméticos, higiene pessoal e perfumaria assumiram um compromisso voluntário de eliminar o uso dos micropartículas plásticas sólidas insolúveis (MPSIS) até 2021, substituindo-as por produtos biodegradáveis.

A gama de ingredientes sustentáveis que podem substituir as micropartículas plásticas, sem afetar o desempenho do produto, inclui matérias primas derivadas de sementes (maracujá, castanhas, jojoba e kiwi), derivados de celulose (açúcar e o bamboo), frutos secos, como nozes ou amêndoas, que são moídos em tamanhos diferentes para se adaptar a diferentes produtos e efeitos, e até mesmo quitina e carbonato de cálcio a partir de resíduos de crustáceos.

Reino Unido, França, EUA e, mais recentemente, o Japão, já adotam medidas para proibir ou inibir os usos destes ingredientes em produtos cosméticos e de higiene pessoal. Essa proibição já se tornou uma tendência mundial, e no Brasil há um projeto de Lei nº 6528 de 2016, que trata de proibir o uso de microplásticos em cosméticos e produtos de higiene. O PL foi aprovado por unanimidade em novembro de 2018 na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS) da Câmara dos Deputados e agora encontra-se na pauta da Comissão de Constituição e Justiça e De Cidadania (CCJC).

Felizmente temos muitas alternativas ao uso do microplástico e podemos consumir cosméticos que já não contém esses ingredientes tão poluentes. Opte pelos cosméticos e produtos naturais, que não agridem o meio ambiente e cuidam e tratam da sua pele tão ou até mais eficientemente que os cosméticos tradicionais.

Consuma com consciência e elimine o microplástico da sua vida! A natureza agradece, e as próximas gerações também!

Fontes de consulta: eCycle e Exame

Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente comemora-se em 05 de junho.

Origem do Dia Mundial do Meio Ambiente

Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, que passou a ser comemorado todo dia 05 de junho. Essa data, que foi escolhida para coincidir com a data de realização dessa conferência, tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.

Nessa Conferência, que ficou conhecida como Conferência de Estocolmo, iniciou-se uma mudança no modo de ver e tratar as questões ambientais ao redor do mundo, além de serem estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. Apesar do grande avanço que a Conferência representou, não podemos afirmar, no entanto, que todos os problemas foram resolvidos a partir daí.

Importância do Dia Mundial do Meio Ambiente

Atualmente existe uma grande preocupação em torno do meio ambiente e dos impactos negativos da ação do homem sobre ele. A destruição constante de habitat e a poluição de grandes áreas, por exemplo, são alguns dos pontos que exercem maior influência na sobrevivência de diversas espécies.

Tendo em vista o acentuado crescimento dos problemas ambientais, muitos pontos merecem ser revistos tanto pelos governantes quanto pela população para que os impactos sejam diminuídos. Se nada for feito, o consumo exagerado dos recursos e a perda constante de biodiversidade poderão alterar consideravelmente o modo como vivemos atualmente, comprometendo, inclusive, nossa sobrevivência.

Dentre os principais problemas que afetam o meio ambiente, podemos destacar o descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, consumo exagerado de recursos naturais, desmatamento, inserção de espécies exóticas, uso de combustíveis fósseis, desperdício de água e esgotamento do solo. Esses problemas e outros poderiam ser evitados se os governantes e a população se conscientizassem da importância do uso correto e moderado dos nossos recursos naturais.

Em razão da importância da conscientização e da dimensão do impacto gerado pelo homem, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data que merece bastante destaque no calendário mundial. Entretanto, não basta apenas plantar uma árvore ou separar o lixo nesse dia, é necessário que sejam feitas campanhas de grande impacto que mostrem a necessidade de mudanças imediatas nos nossos hábitos de vida diários.

Apesar de muitos acreditarem que a mudança deve acontecer em escala mundial e que apenas uma pessoa não consegue mudar o mundo,é fundamental que cada um faça a sua parte e que toda a sociedade reivindique o cumprimento das leis ambientais. Todos devemos assumir uma postura de responsabilidade ambiental, pois só assim conseguiremos mudar o quadro atual.

A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos.”

(Declaração de Estocolmo sobre o ambiente humano – 1972)


FONTE: SANTOS, Vanessa Sardinha dos. “05 de Junho — Dia Mundial do Meio Ambiente”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-mundial-do-meio-ambiente-ecologia.htm. Acesso em 05 de junho de 2020.

Castanha do Brasil: Uma gigante ameaçada

Árvore Castanheira do Brasil.

Bertholletia excelsa, uma árvore endêmica da Floresta Amazônica,  popularmente conhecida como castanha-do-brasil, castanha-da-Amazônia, castanha-do-acre, castanha-do-pará, noz amazônica, noz boliviana, tocari ou tururi. Muito abundante no norte do Brasil e na Bolívia cujo fruto contém a castanha, que é sua semente. Está entre as maiores árvores da Amazônia chegando a medir entre 30 e 50 metros de altura e tendo entre 1 e 2 metros de diâmetro no tronco, podendo viver de 500 até 1.600 anos.

É a única espécie do gênero Bertholletia. Nativa das Guianas, Venezuela, Brasil (Acre, Amapá, Amazônia, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Rondônia), Colômbia, Peru e Bolívia, ela ocorre em árvores espalhadas pelas grandes florestas às margens do Rio Amazonas, Rio Negro, Rio Orinoco, Rio Araguaia e Rio Tocantins.

Atualmente, é abundante apenas no Estado do Acre, na Bolívia e no Suriname. Incluída na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) como vulnerável, o desmatamento é a ameaça a suas populações. Nas margens do Rio Tocantins, foi derrubada para a construção de estradas e de uma barragem. No sul do Pará, por assentamentos de sem-terra. No Acre e no Pará, a criação de gado provoca sua morte, e a caça das cutias, que são os dispersores naturais de suas sementes, ameaça a formação de novos indivíduos.

É altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente.

As Bertholletia excelsa destinadas ao comércio internacional vêm inteiramente da colheita selvagem, e não de plantações. Este modelo vem sendo estimulado como uma maneira de se gerar renda a partir de uma floresta tropical sem destruí-la. As castanhas são colhidas por trabalhadores migrantes conhecidos como “castanheiros”.

A análise da idade das árvores nas áreas onde houve extração mostram que a colheita de moderada a intensa coleta tantas sementes que não resta um número suficiente para substituir as árvores mais antigas à medida que elas morrem. Sítios com menos atividades de colheita possuem mais árvores jovens, enquanto sítios com atividade intensa de colheita praticamente não as possuem.

Experimentos estatísticos foram feitos para se determinar quais fatores ambientais podem estar contribuindo para a falta de árvores mais jovens. O fator mais consistente foi o nível de atividade de colheita em determinado sítio.

As castanheiras dependem de um ambiente intocado para sua reprodução. Suas flores só são polinizadas por alguns tipos de insetos, que são atraídos por orquídeas que vivem perto das árvores de castanha. Se as orquídeas ou os insetos são mortos, as castanheiras não dão frutos.

O fruto da castanha leva mais de um ano para amadurecer, é mais ou menos do tamanho de um coco e pode pesar 2kg. A casca é muito dura e abriga entre 8 e 24 sementes, que são as apreciadas castanhas.

Caso não sejam devoradas por roedores, micos ou humanos, as sementes demoram de 12 a 18 meses para germinar. Muitas delas são plantadas por cutias, que roem os frutos até abrir a dura casca, comem algumas das sementes e enterram as outras para comer mais tarde. As sementes esquecidas pelas cutias brotarão da terra no ano seguinte para começar os 500 anos de vida de uma nova castanheira-do-Brasil.

Como a maior ameaça às castanheiras-do-Brasil é o desmatamento, para erradicar o risco de extinção dessa espécie precisamos cuidar de nossas florestas. Comprar apenas madeira certificada, apoiar a criação e a gestão de unidades de conservação e dar preferência a produtos sustentáveis do ponto de vista ecológico e social são formas de ajudar a conservar as castanheiras e muitas outras espécies de árvores ameaçadas.

No próximo post vamos falar dos principais benefícios de semente de castanha para a saúde e as melhores formas de consumi-las. Aguarde!

FONTE: WWF (World Wide Fund for Nature)

Quer ler mais sobre algumas árvores gigantes? Acesse: https://revistacicloambiental.art.blog/2020/04/02/saiba-tudo-sobre-as-maiores-arvores-do-mundo/

A castanha do Brasil tem propriedades antioxidantes e é um excelente hidratante para a pele. Se você procura um produto natural à base de Castanha do Brasil para a sua pele, acesse: https://www.terracotacosmetica.com.br/locao-hidratante-castanha-do-brasil-arte-dos-aromas-220ml

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O Dia Mundial da Água

Foto de Skitterphoto no Pexels

No dia 22 de março comemora-se o Dia Mundial da Água. Essa data foi proposta em 1992 pela ONU (Organização das Nações Unidas), no evento realizado no Rio de Janeiro conhecido  como ECO 92, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, com o objetivo de promover a conscientização sobre a importância e relevância da água para a sobrevivência de todas as espécies animais e vegetais vivas do nosso planeta. Nesse evento foi elaborada a “Declaração Universal dos Direitos da Água”, dividida em 10 artigos:

Art. 1º: A água faz parte do patrimônio natural do planeta;

Art. 2º: A água é a seiva do nosso planeta, ou seja, é a condição de vida essencial para todo o ser vegetal, animal e humano;

Art. 3º: Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados;

Art. 4º: O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos;

Art. 5º: A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores;

Art. 6º: A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;

Art. 7º: A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada;

Art. 8º: A utilização da água implica no respeito à lei;

Art. 9º: A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades da ordem econômica, sanitária e social;

Art. 10º: O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Desde então, a partir de 1993 se discute anualmente sobre algum tema relacionado a água, abordando vários aspectos e temáticas relacionadas. Em 2020, o tema será “A água e as mudanças climáticas”.

A poluição da água é o resultado da alteração da sua qualidade o que a torna imprópria para o consumo humano e prejudicial aos seres vivos que nela habitam.

Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstram que 25% da população do planeta não tem acesso a água potável e cerca de 58% dos municípios do Brasil não tem água tratada. Importante lembrar que nosso país possui 12% das reservas de água doce do mundo.

Além disso, cerca de 20 países já sofrem com a escassez da água, o que corresponde a 40% da população mundial, gerando muitos problemas de saúde pública.

A água, como recurso finito essencial para a vida no planeta, colabora também com a produção de alimentos.

Por tudo isso, devemos conservar esse recurso natural tão valioso para a nossa vida, e atitudes do dia a dia fazem toda a diferença. Se por exemplo cada pessoa reduzir em 2 ou 3 minutos o tempo de banho, economizará de 3 a 6 litros de água. Os impactos dessa redução são significativos econômica e socialmente.

 E cada um de nós precisa fazer a sua parte.

Por Maria Lessa

Essa é o primeiro de uma série de artigos sobre as temáticas relacionadas ao uso racional da água. Se quer acompanhar e saber mais, inscreva-se.