O Dia Mundial da Água

Foto de Skitterphoto no Pexels

No dia 22 de março comemora-se o Dia Mundial da Água. Essa data foi proposta em 1992 pela ONU (Organização das Nações Unidas), no evento realizado no Rio de Janeiro conhecido  como ECO 92, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, com o objetivo de promover a conscientização sobre a importância e relevância da água para a sobrevivência de todas as espécies animais e vegetais vivas do nosso planeta. Nesse evento foi elaborada a “Declaração Universal dos Direitos da Água”, dividida em 10 artigos:

Art. 1º: A água faz parte do patrimônio natural do planeta;

Art. 2º: A água é a seiva do nosso planeta, ou seja, é a condição de vida essencial para todo o ser vegetal, animal e humano;

Art. 3º: Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados;

Art. 4º: O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos;

Art. 5º: A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores;

Art. 6º: A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;

Art. 7º: A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada;

Art. 8º: A utilização da água implica no respeito à lei;

Art. 9º: A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades da ordem econômica, sanitária e social;

Art. 10º: O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Desde então, a partir de 1993 se discute anualmente sobre algum tema relacionado a água, abordando vários aspectos e temáticas relacionadas. Em 2020, o tema será “A água e as mudanças climáticas”.

A poluição da água é o resultado da alteração da sua qualidade o que a torna imprópria para o consumo humano e prejudicial aos seres vivos que nela habitam.

Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstram que 25% da população do planeta não tem acesso a água potável e cerca de 58% dos municípios do Brasil não tem água tratada. Importante lembrar que nosso país possui 12% das reservas de água doce do mundo.

Além disso, cerca de 20 países já sofrem com a escassez da água, o que corresponde a 40% da população mundial, gerando muitos problemas de saúde pública.

A água, como recurso finito essencial para a vida no planeta, colabora também com a produção de alimentos.

Por tudo isso, devemos conservar esse recurso natural tão valioso para a nossa vida, e atitudes do dia a dia fazem toda a diferença. Se por exemplo cada pessoa reduzir em 2 ou 3 minutos o tempo de banho, economizará de 3 a 6 litros de água. Os impactos dessa redução são significativos econômica e socialmente.

 E cada um de nós precisa fazer a sua parte.

Por Maria Lessa

Essa é o primeiro de uma série de artigos sobre as temáticas relacionadas ao uso racional da água. Se quer acompanhar e saber mais, inscreva-se.

Carnaval sem lixo: dicas para cair na folia de maneira sustentável e consciente

Fonte Adobe Stock, Autor Drubig-Photo

Em alguns dias se inicia a festa mais popular do país, o carnaval, que leva milhares de pessoas as ruas em blocos carnavalescos e escolas de samba. A celebração de carnaval surgiu na antiguidade, não sendo uma invenção brasileira, e está ligada ao Catolicismo, antecedendo a Quaresma. A palavra Carnaval vem do latim, carnis levale, e significa basicamente “retirar a carne”, e está relacionado ao jejum feito durante a Quaresma e ao controle dos prazeres mundanos.

Como o carnaval é uma festa que o país inteiro comemora em um feriado estendido, milhares de pessoas saem as ruas em blocos ou vão aos famosos bailes em clubes, além dos desfiles em escola de samba, sempre ornamentados com fantasias cheias de brilhos e paetês, que após a festa são descartados, muitas vezes indevidamente. Além do consumo de copos plásticos, garrafas pets e de vidro, dos confetes… Praticamente tudo que sobra no fim da festa é lixo e como já falamos, que na maioria das vezes é descartado de maneira incorreta e não sustentável. Para se ter uma ideia, em 2019, somente no carnaval do Rio de Janeiro foram recolhidas 541 toneladas de lixo. Um número que pode ser reduzido com consciência e educação.

Refletindo sobre tudo isso, nós do Blog da Terra separamos algumas dicas que você, caro leitor folião pode utilizar para reduzir o seu próprio consumo de lixo, evitando que esse mesmo lixo pare nos mares e polua o meio ambiente matando vários animais. Você não quer ser responsável por toda essa sujeira, não é?

A primeira dica nem precisaria ser dita: lugar de lixo é no lixo! Já que a geração de lixo é inevitável nesse tipo de evento, não custa nada descartar o seu no lugar correto, separando os orgânicos dos recicláveis, e evitando o acúmulo pela cidade! E vamos além, por que jogar lixo no lixo é um dever fundamental de toda pessoa, o ano inteiro.

Outra dica muito básica é: evite copos descartáveis. É um atraso de vida utilizar esse tipo de material, seja no carnaval, no trabalho, na festinha do filho ou em qualquer outro lugar. Extremamente poluente e desnecessário, além de ter uma qualidade bastante duvidosa. Aqui vale usar a criatividade, amarre um cordão bem colorido em uma caneca de vidro e use pendurada em você. Não vai perder e vai encher o caneco sempre que quiser. Se não for possível, dê preferência a consumir as bebidas em latinhas de alumínio. Elas são altamente recicláveis e geram renda para milhares de famílias de catadores de lixo por todo o país.

Esqueça o glitter e o paetê. O glitter é um micro-plástico feito de petróleo que libera constantemente compostos químicos tóxicos de sua matriz plástica e pigmentos sintéticos. Quando acaba a folia e ele acaba escoando pelo ralo do chuveiro, já sabemos que ele vai parar nos oceanos, porque é quase impossível filtrar esse micro-plástico pelo sistema de tratamento de esgoto. Felizmente já existe o glitter biodegradável, ou bioglitter, que pode ser produzido com algas, gelatina incolor, corantes vegetais, mica, entre outros. Mas não se engane, se no rótulo da embalagem constar os termos polyethylene ou microbeads não utilize, pois o produto contém micro-plástico na composição.

Confete e serpentina são outros itens que não podem faltar na hora da folia, mas nada de usar o de papel comum ou laminado. Faça seu eco confete com folhas naturais, que você encontra na natureza nos mais diversos tons de amarelo, laranja, marrom e verde. É só usar um furador de papel. O principal cuidado é com o tipo de folha a escolher, pois algumas como espada de são Jorge, urtigas e comigo-ninguém-pode são tóxicas. A solução é barata pois é só recolher as folhas caídas das árvores que você encontra pelas ruas, e sustentável, pois após a folia o eco-confete vai se decompor naturalmente, sem afetar negativamente o meio ambiente.

Você também pode reaproveitar as fantasias ou fazer as suas em casa, com aquelas roupas que estão no fundo do armário e você nem lembra mais. É só usar sua criatividade!

Enfim, você pode cair na folia sem poluir o meio ambiente, pulando o carnaval com consciência. E não se esqueça também de manter seu corpo hidratado, bebendo bastante água pra evitar a desidratação, volte de carona se beber, use camisinha e principalmente, “não é não”!

Recicle suas atitudes!

Por Mel Lessa e Maria Luciano Lessa

Cruelty-Free: Uma escolha necessária

Urso polar em pé num fundo cinza com a escrita Stop Animal Cruelty.

Anualmente em torno de 100 milhões de animais morrem devido aos maus tratos causados pela exposição aos testes laboratoriais das indústrias de cosméticos, produtos de higiene e limpeza, gêneros alimentícios, dentre outros. Mesmo já tendo tecnologias alternativas mais eficientes e mais baratas que os testes em animais, como testes in-vitro, análise computadorizada, testes em pele 3D produzidas em laboratórios e até mesmo testes em humanos, a prática dos testes cruéis nos animais ainda é realidade em 80% dos países. Na China, o maior mercado consumidor do mundo, por exemplo, essa prática pode ser exigida para a liberação da venda de alguns produtos.

Infelizmente essa prática é muito comum e grande parte dos produtos cosméticos que temos no mercado utilizam matéria prima de origem animal em sua composição. O colágeno, tão desejado para a vitalidade da pele é extraído de ossos e cartilagem de animais; o ácido hialurônico, o queridinho da cosmética, é uma proteína retirada de cordões umbilicais; o ácido carmínico, muito utilizado na indústria alimentícia para dar cor avermelhada aos produtos, é um pigmento extraído da fêmea do inseto cochonilha, e que para a produção de apenas 450 gramas desse pigmento é necessário que aproximadamente 70000 fêmeas sejam mortas, causando assim desequilíbrio na população desses animais. Além de muitos outros tipos de crueldade a que os diversos animais como cães, gatos, ratos, entre outros são submetidos, o que lhes causa muitas vezes dor, cegueira, queimaduras e até a morte.

Você já parou para pensar em quanto sofrimento e crueldade o seu hidratante preferido já causou até chegar a você?

Neste contexto, surgiu o conceito “Cruelty-free”, que significa basicamente, livre de crueldade. Este termo foi adotado primeiramente por Lady Dowding durante o lançamento de uma coleção de casacos de pele sintética, “beauty without cruelty”, beleza sem crueldade. Desde então o termo vem sendo associado a produtos e empresas que não realizam testes em animais e nem utilizam produtos de origem animal na composição e formulação de seus produtos.

Mas não se enganem. Diversas marcas e empresas dizem por aí que são cruelty-free pois não realizam testes em animais, mas utilizam insumos vindos de outras empresas que fazem esse tipo de teste.

Para evitar esse tipo de prática, surgiram várias certificadoras, entre as mais conhecidas a Leapin Bunny, que mantém um forte vinculo com a Cruelty-Free International, organização que luta pelo fim dos testes em animais em todo mundo, e seu selo atesta que todos os produtos da fórmula e o produto final são livres de testes. A Cruelty-Free, a certificadora mais conhecida, criada pelo programa Beauty Without Bunnies, da PETA, também certifica que em nenhuma etapa do processo produtivo até o produto final foram realizados testes em animais. Além de muitas outras com a mesma proposta.

Quando você consome um produto certificado por esses selos, garante que nenhum animal precisou sofrer para aquele produto chegar até você, além de colaborar para o financiamento das campanhas de proteção animal em todo o mundo. Observe os rótulos, e se tiver alguma dúvida sobre seus produtos entre em contato com a SAC do fabricante.

Consuma com consciência, ética e respeito por todas as formas de vida do planeta, e tenha uma vida mais saudável, harmônica e feliz.

Por Mel Lessa e Maria Luciano Lessa

As Argilas e seus benefícios cosméticos

Mulher com rosto coberto por máscara de argila verde,sobre uma toalha de cor lilás. No canto esquerdo há uma esteira de vime com toalhas e flores brancas.
Adobe Stock

A Argila é um mineral conhecido no mundo inteiro e vem sendo utilizado há milênios. São formadas a partir da degradação e decomposição das rochas devido à exposição a vento, água, e outros eventos químicos ao longo dos anos, que causam alterações no mineral. Possui silicatos de alumínio hidratantes em sua composição, é rica em ferro, cobre e silício, além de poder conter outros diversos oligoelementos. Suas propriedades terapêuticas são muitas e são utilizadas desde a antiguidade como medicamento para ferimentos, constituindo-se como uma das primeiras formas da medicina natural. Ela é anti-inflamatória, cicatrizante, antisséptica, bactericida, calmante, entre outros.

Existem diversos tipos de argilas de acordo com a composição dos minerais, o que confere a elas uma diferenciação quanto à cor, às propriedades e às aplicações.
As argilas realizam uma limpeza profunda na pele e a escolha de sua cor deve ser baseada no tipo de pele e no que ela precisa. Existem muitas cores de argilas, cada uma delas com propriedades especificas, por isso é importante conhecer a composição para decidir sobre qual a argila é melhor para sua pele. Elas também podem ser utilizadas para tratamento de cabelos.

A argila verde é rica em cobre, possui ação anti-inflamatória, pH neutro e ainda ajuda na desintoxicação. Deve ser utilizada por peles oleosas e com acnes.
A branca é rica em alumínio e silício, indicada para peles sensíveis e desidratadas. Tem ação suavizante e cicatrizante, mas sua principal propriedade é clarear e absorver a oleosidade da derme.
A preta é a mais nobre, também conhecida como “lama vulcânica”. É um agente rejuvenescedor e tem ação anti-inflamatório e antiestresse.
A rosa surgiu da mistura das argilas branca e vermelha. Ela é cicatrizante, antisséptica e suavizante, indicada para pessoas com a derme sensível e delicada, mas pode ser usada por todos os tipos de pele.
A vermelha é rica em cobre, ferro e silício. Ela serve para hidratar e evitar o envelhecimento, além de agir como um ótimo antiestresse. Acelera o metabolismo e estimula a circulação sanguínea e é indicada para peles sensíveis, porém pode ser usada por todos os tipos de pele.
A argila marrom é rica em alumínio, silício e titânio, ajuda no combate a acne e promove um efeito rejuvenescedor, agindo de forma desintoxicante e adstringente.

Para preparar sua máscara você precisa adicionar uma colher de sopa de argila em pó em um recipiente de vidro ou cerâmica (não usar em alumínio pois este componente pode interferir na composição da argila) e adicionar água filtrada, soro fisiológico ou algum tipo de hidrolato até formar uma mistura pastosa. Em seguida, aplicá-la na região desejada, formando uma camada de uns 5mm de espessura. Esperar de 15 a 20 minutos e em seguida enxaguar.

Por Mellany Lessa e Maria Salete Luciano

Aquecimento Global: O impacto que você sente na pele

Fonte @acidp4nic on Twitter

Aquecimento Global é um processo que aumenta a temperatura média da atmosfera e dos oceanos, interferindo e intensificando o efeito estufa, que é um processo natural e o responsável por existir vida na Terra, mantendo a temperatura ideal para vivermos nela.
Esse efeito é causado por nós mesmos. Com a atividade das nossas indústrias são liberados gases altamente poluentes para a atmosfera, fazendo com que o processo natural de aquecimento do planeta se intensifique e que o calor retido nele aumente. Além do mais, cometemos crimes ambientais como, por exemplo, desmatamento, queimadas, poluição, entre outros. O desmatamento é o maior deles já que o aquecimento global é causado principalmente pelo aumento do dióxido de carbono (CO2) na superfície terrestre, e  as plantas quando realizam a fotossíntese diminuem a quantidade deste elemento, liberando gás Oxigênio (O2) que revitaliza a Terra.
Este ciclo prejudica nós humanos em todos os aspectos e não nos traz nenhum benefício. Ele causa enchentes, alterações climáticas, aumento das temperaturas, degelo das calotas polares e desertificação, já que com o aumento das temperaturas e do Dióxido de Carbono é muito mais fácil causar queimadas naturais. Como por exemplo, a mais recente e uma das mais catastróficas, a que está acontecendo na Austrália, na qual mais de meio bilhão de animais já morreram e os moradores estão se refugiando em praias para fugir do fogo.
Os resultados deste processo até o momento são irreversíveis, mas com um pouco de esforço podemos fazer com que este problema não se agrave. Devemos assumir a responsabilidade de nosso consumo e mudarmos nossos hábitos, vivendo de um modo mais sustentável, assim não prejudicando a natureza. Além de evitarmos o desmatamento e de plantarmos mais árvores para que elas realizem seu trabalho, diminuindo a quantidade de CO2 presente no planeta Terra.

Por Mellany Nicole de Quadros Lessa

Como cuidar da sua pele no verão

Foto de Tofros.com no Pexels

É necessário saber como cuidar da sua pele em lugares com temperaturas elevadas para que ela fique bonita e radiante.

No verão as pessoas tendem ir à praia e se expõem ao sol, muitas vezes de forma excessiva, isso pode prejudicar sua pele de inúmeras formas como por exemplo câncer de pele, brotoejas, manchas e sardas brancas, acne solar, envelhecimento precoce, entre outros. Isto tudo devido aos raios invisíveis UVA (ultravioleta) e UVB (ultravioleta B) produzidos pelo sol.

O uso de protetor solar é de alta importância, pois o protege dos raios solares, evitando assim diversas doenças e problemas. Ele deve ser aplicado de 20 a 30 minutos antes da exposição ao Sol e ser reaplicado a cada 3 horas.

Fazer tratamentos de pele no verão é um grande risco, pois causa manchas difíceis de remover e danifica a pele bronzeada. Então evite principalmente tratamentos com produtos químicos e com laser.

Após banhos de mar, piscina ou exposição solar é preciso hidratar sua pele para que ela não fique seca e/ou descamada. Use hidratantes corporais e faciais para ficar linda e hidratada.

Quando falamos de hidratação não estamos falando apenas de hidratação externa, mas interna também. Por isso devemos tomar muitos líquidos, principalmente água que é responsável por purificar e hidratar o nosso corpo inteiro como pele, cabelo e unhas.

O cuidado mais básico de todos que devemos ter no verão é deixar a nossa pele sempre limpa, para isso devemos lavá-la duas vezes ao dia, assim livrando-a de sujeiras e bactérias, evitando doenças e maus odores.

É de fundamental importância saber primeiramente seu tipo de pele para somente assim conseguir cuidá-la de forma adequada, também é indispensável a visita a um profissional. 

Por Mellany Nicole de Quadros Lessa

Conceito Eco-Friendly

Imagem Pixabay

Temos cada vez mais uma crescente preocupação com os assuntos relacionados a preservação do meio ambiente em que vivemos. Atualmente, esses temas são discutidos em sociedade. Há várias iniciativas públicas e privadas de conscientização das comunidades para a questão ambiental.  Existem muitos grupos de movimentos sociais e ambientais tratando de questões relacionadas a tratamento de lixo, aquecimento global, poluição dos mares e oceanos e diversos outros assuntos, que merecem atenção especial se queremos garantir um planeta sustentável para a nossa e para as próximas gerações.

Essa necessidade de adotar ações que gerem o menor impacto possível ao meio ambiente surgiu devido aos efeitos ambientais e sociais que o consumo indiscriminado e desenfreado causou.

Nesse contexto surgiu o termo “Eco-Friendly”, que se traduz como “amigável do meio ambiente” e abrange as áreas de produtos e serviços, diretrizes e políticas ambientais, consumo consciente, comportamento social, estilo de vida e processos produtivos que procurem ser menos agressivos e causadores de danos ao meio ambiente.

O termo eco-friendly está associado a hábitos de consumo ou um estilo de vida que seja amigável com o ambiente em que vivemos. Nesse contexto, há uma preocupação geral da sociedade civil com a economia de energia, com a reciclagem de lixo, com a alimentação saudável e livre de agrotóxicos, com o consumo moderado e consciente de produtos e serviços. Em outras palavras, que sejam hábitos sustentáveis do ponto de vista ambiental e social.

Já contamos na atualidade com diversas “empresas verdes” que fabricam produtos onde o processo de produção causa o mínimo de impacto ambiental possível.  Também pensam em soluções práticas, eficientes e sustentáveis nos diversos produtos que utilizamos no cotidiano

Também podemos falar de “arquitetura verde”, onde as construções são pensadas para aproveitar da melhor maneira os recursos naturais disponíveis, como o uso da luz solar, tanto para a produção de energia quanto para a iluminação de ambientes, ou onde se pode reaproveitar a água do chuva para algumas tarefas da moradia, como a utilização para a descarga dos vasos sanitários, por exemplo.

Quanto as politicas ambientais podemos ver um crescente número de cidades pensando em meios alternativos de mobilidade urbana, que proporcionem uma redução nos níveis de poluição do ar, causada pelo excesso de veículos automotores, e verificamos a execução dessas políticas através da construção de ciclovias e parques, da criação de estacionamento e a disponibilização de bicicletas e patinetes elétricos para deslocamento da população pelas ruas da cidade. Também observamos, na grande maioria das grandes cidades do país, a disponibilização de serviços de coleta e reciclagem de lixo doméstico e industrial. Os investimentos feitos pelo poder público para a geração de energia limpa levaram a criação de diversas usinas eólicas no país nos últimos anos, e estão associados a esse pensamento e essa cultura Eco-Friendly.

Todas essas ações possuem o intuito de diminuir o impacto ao meio ambiente que a interferência humana causa na natureza, e todas elas são ações e movimentos Eco-Friendly.

Você, caro leitor, também pode se considerar um ser humano “amigo da natureza” ou “eco-friendly” adotando pequenas medidas no seu dia a dia, que causem um menor impacto ao planeta, tais como:

  • Escolha alimentos orgânicos;
  • Elimine ou reduza o consumo de produtos de origem animal, principalmente o de carnes vermelhas;
  • Opte por comprar seus alimentos de produtores locais;
  • Não desperdice alimentos, energia, água e qualquer outro recurso natural;
  • Reutilize e recicle seu lixo;
  • Faça uma horta caseira e pratique a compostagem;
  • Substitua produtos com embalagens que oferecem risco ao meio ambiente por produtos com embalagens menos agressivas como bioplásticos, escovas feitas com bambu, utensílios de vidro mais durável (evitando assim o uso de materiais descartáveis), etc.
  • Elimine ou reduza o consumo embalagens descartáveis;
  • Pratique a moda sustentável, reaproveitando peças de roupas, customizando as antigas peças e trocando em brechós e bazares;
  • Utilize produtos de higiene e beleza que são “amigos da natureza”, como cosméticos e perfumarias orgânicas, veganas ou naturais.

Por fim, podemos dizer que o conceito de Eco-Friendly é simples e amplo. Várias ações e comportamentos vem sendo adotados para a preservação dos nossos recursos naturais, mas ainda há muitas práticas ambientais em que precisamos melhorar e investir para garantir um planeta sustentável para as próximas gerações. E cada um de nós precisa fazer a sua parte. Você tem feito a sua?

Por Maria Salete Luciano Lessa