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jan
Esqueça o pico do petróleo. Pelo menos por mais uma década
O petróleo vai subir e, como os próprios executivos do setor petrolífero dizem, um dia ele realmente deve acabar. Mas sabe aquela conversa sobre o pico do petróleo? Deixa ela de lado por mais uma década, pelo menos.
As análises mais sérias sobre o uso de outras fontes de energia para o transporte mostram que não devem ter grandes mudanças no próximos 10 anos. A eletricidade começou o ano com um banho de água fria com o relatório do Boston Consulting Group que mostra que os preços das baterias não vão cair tão rapidamente quanto as montadoras esperam. O resultado é que apenas 1,5 milhão de carros elétricos devem ser vendidos no mundo em 2020. Pode parecer muito, mas é pouco.
Ou seja, a maior parte da frota continuará a depender da gasolina. Vale ressaltar, contudo que graças aos híbridos e motores a combustão interna mais eficientes a efici6encia deve aumentar consideravelmente.
Carros biocombustíveis também devem aliviar ligeiramente a pressão sobre o petróleo, mas também em uma escala pequena dentro deste período de análise.
Mas a razão pela qual o pico do petróleo está ficando mais longe não é uma eventual redução na demanda (que deve aumentar em termos nominais até 2020). O fato é que poços que não estavam produzindo ou estavam chegando ao final da vida útil estão ganhando vida nova.
O primeiro motivo para isso é que poços em zonas de conflito, especialmente no Iraque, devem voltar à ativa.
A segunda razão é que as grandes empresas privadas, alijadas de muitas das regiões mais interessantes do mundo estão começando a investir para aumentar a taxa de recuperação dos poços que controlam. Esta semana a ExxonMobil, a maior petrolífera privada do mundo, informou que um poço que começou a ser explorado em 1940 e estava próximo do fim de sua vida útil, vai continuar produzindo por mais 25 anos. Aqui é aquela história, à medida que o petróleo fica mais caro, se torna viável aplicar novas tecnologias ou começar a tirá-lo de lugares que antes não valiam à pena.
A terceira razão pela qual o pico do petróleo deve fica mais distante ainda não é uma realidade, talvez seja uma tendência. Pesquisas, feitas a pedido de uma entidade que defende o interesse das petrolíferas na Noruega, mostram que 7 em cada 10 cidadãos do país querem que o governo do país faça um estudo de impacto ambiental da exploração de petróleo e gás da região quase virgem com grande potencial de produção no oceano Ártico que pertencem ao país. As petrolíferas defendem que explorar as reservas que se acredita existam lá é a única forma para estender a vida dos campos petrolíferos do mar do Norte, uma importante fonte de recursos para um país onde dinheiro não é exatamente um problema.
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Tags: aquecimento global, biocombustível, carro elétrico, Energia, petróleo, sustentabilidade
Este post foi publicado quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 às 16:27 e colocado na categoria Bússola, Conexões, Energia, Geral, Uso da Terra. Você pode seguir os comentários à este post pelo RSS 2.0 feed. Você também pode deixar um comentário abaixo. Pinging não é possível neste post.
O problema de explorar no ártico, como em qualquer outra zona “offshore” é que uma pessoa gasta uma imensa quantidade de energia para obter o petróleo lá.
Eu aconselho a qualquer um a ver este documentário: http://www.imdb.com/title/tt1503769/
Uma pequena história, citando Ruppert, o entrevistado nesse documentário, ele diz:
“Quando se pensa que existe petróleo algures, a primeira coisa que se faz é um cavar um poço-teste. Depois escavasse uma série de poços a seguir a esse para perceber até onde vai o petróleo. Uma pessoa normalmente não sabe para onde ele vai, a profundidade a que está ou que qualidade é. Há diferentes qualidades de combustível, umas mais dispendiosas de refinar que outras.
Quando o petróleo saltava fora da terra na Pensilvânia uma pessoa obtia lucro de 200 para 1. Mas quando uma pessoa tem de escavar na costa, e o primeiro poço-teste custa 10 mil milhões de dólares, com lucro de 5 para 1, tudo isso é energia que está a ser investida para obter energia, e o ponto quando se começa a investir mais energia para escavar um barril de petróleo do chão do que vale a pena… então o melhor é esquecer!” (Março, 2009)
9 de junho de 2010 às 09:59