A COP-15 está no olho do furacão. Os países desenvolvidos e o resto do mundo não se entendem sobre os números de redução de emissões e sobre o valor do financiamento a ser dado por cada um.
Na tentativa de apaziguar os ânimos o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira (dia 16) que países ricos e pobres devem parar de apontar o dedo uns para os outros e elevar as metas climáticas para chegar a um acordo sobre a redução do aquecimento global.
Uma voz de bom senso, diga-se. Afinal, a pergunta (besta) que sempre me vêm à cabeça nessas horas é: quem vive no planeta? Pelo que percebo todos (ricos e pobres) vivemos e cuidar do interesse do próprio umbigo (seu país) em detrimento do corpo inteiro (o planeta) tem resultado certo: falência múltipla de órgãos.
Não importa aqui, agora, quem são os maiores responsáveis historicamente pelo aquecimento global (sim, são os países desenvolvidos que durante séculos não se preocuparam com isso, destruiram suas florestas e emitiram gases de efeito estufa sem se preocupar com as consequências). E o motivo é simples: ou fazemos isso ou vamos nos passar à história não como Homo sapiens, mas Homo stupidus – aquele que destruiu o próprio planeta.