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nov
Infográfico dos principais emissores do mundo com dados acumulados desde 1900
O FT criou um interessante infográfico coom preparativo para a cobertura da COP-15 em Copenhaguem. Ele mostra as emissões totais por país (ou bloco econômico e continente) e também os valores per capita. Até aí ne uma grande novidade. O interessante é que ele mostra também as emissões acumuladas desde 1900.
Este é um dado sobre o qual se fala muito pouco, mas que é fundamental para compreender as negociações climáticas. Como o aquecimento global é fruto do acúmulo de gases do efeito estufa na atmosfera, não adianta apenas olhar o quanto um país emite hoje e qual a tendência (ou proposta para o futuro).
Para que o acordo seja justo, deve-se levar em conta as emissões passadas. E é aí que se vê o imenso passivo dos Estados Unidos e da Europa. Os EUA, por exemplo, emitiram desde 1900 341,9 bilhões de toneladas de carbono equivalente na atmosfera desde 1900. No mesmo período, a China – que atualmente é o maior emissor do mundo – despejou 118,8 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. Já o Brasil emitiu apenas 10,7 bilhões (é o menor valor absoluto do BRIC, mas quando se analisa as emissões per capita desde 1900 ficamos à frente da Índia.
Para ver o infográfico, clique no link abaixo:
FT.com / In depth – Interactive graphic: carbon emissions past and projected
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Tags: aquecimento global, brasil, carbono, china, COP-15, EUA, Europa, Índia, japão, mudança climática
Este post foi publicado quinta-feira, 5 de novembro de 2009 às 10:31 e colocado na categoria Conexões, Geral, Uso da Terra. Você pode seguir os comentários à este post pelo RSS 2.0 feed. Você também pode deixar um comentário abaixo. Pinging não é possível neste post.
O segmento empresarial e as mudanças climáticas
Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (Dez. / 2009) identificou que 97% das indústrias têm conhecimento do tema mudanças climáticas, com 33% admitindo conhecer bem o assunto. Em relação ao porte das empresas que admitem conhecer bem o tema, observa-se um equilíbrio entre as de pequeno (30,2%) e as de grande porte (36,5%), evidenciando que o conhecimento está identificado ao longo de toda a cadeia industrial.
Para 47% das empresas afetadas em relação à obrigação de reduzir as suas emissões de gases com efeito estufa, acreditam que os custos serão significativos (17,2% não souberam responder). Os setores industriais que admitem ser afetados estão o de refino de petróleo, borracha, couro, vestuário, entre outras.
No segmento industrial 69% acreditam que a preocupação com o meio ambiente é o estímulo mais representativo para que as empresas reduzam suas emissões de gases. O percentual de empresas que pretendem adotar medidas de redução das emissões passa de 42,7% no segmento das pequenas para 66,4% entre as grandes empresas. Destaque para os setores de álcool, bebidas e borracha.
A sondagem especial da CNI evidencia que 62% das indústrias que conhecem o tema mudanças climáticas já adotaram ou pretendem adotar ações que reduzam suas emissões de gases. O destaque entre as que já adotaram ações concretas fica com os setores de álcool (91,7%), borracha (80,0%) e refino de petróleo (72,7%).
Observa-se que 75% das indústrias pesquisadas reduziram ou pretendem reduzir o consumo de energia tendo como objetivo a redução de suas emissões de gases estufa. Estas ações se prendem a redução do consumo (74,9%), a substituição de fontes de energia (42,6%) seguido da instalação de equipamentos para medir e controlar as emissões (30,4%), merecendo destaque que entre as empresas que admitiram não adotarem nenhuma ação nos próximos dois anos, destaca-se a doção do processo de inventário de suas emissões, informação básica para qualquer empresa iniciar qualquer processo de intervenção em relação à redução das emissões.
Entre os fatores que levam as indústrias a atuarem em termos de redução de suas emissões tem-se: preocupação com o meio ambiente (69,2%), imagem no mercado (44,0%), exigência legal (31,4%), incentivo fiscal ou creditício (28,0%), demanda dos clientes (12,8%) e oportunidades de lucro (11,0%).
Quando perguntados a respeito do impacto sobre as empresas decorrentes das ações a serem adotadas, observa-se que a opção “não sabe” oscilou (comparativamente entre os grupos que admitem conhecer pouco e conhecer bem o problema das mudanças climáticas) entre 4,8% e 23,4%. A opção “não afeta os negócios da empresa” varia, na mesma escala de comparação, entre 24,7% e 33,8%.
Entre as ações adotadas pelas empresas tem-se: redução do consumo de energia (74,9%), substituição de fontes de energia para outras de menor nível de emissão (42,6%), instalação de equipamentos para medir e controlar as emissões (30,4%), desenvolvimento de projetos que compensem as emissões (24,3%), estímulo aos fornecedores para que reduzam suas emissões (21,9%), elaboração de inventário de suas emissões (19,4%) e financiamento de ações desenvolvidas por terceiros (2,8%).
No fim de Maio para saber o que a sociedade da Grande Vitória pensa a respeito desse mesmo tema, pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental, que trará informações importantes para melhor conhecer o cenário das mudanças climáticas.
Roosevelt S. Fernandes
Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
roosevelt@ebrnet.com.br
2 de maio de 2010 às 10:31