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jul
Embrapa aprova sete novos projetos na área de biotecnologia
A Embrapa anunciou ontem sete novos projetos na área de biotecnologia. Eles devem ter inÃcio entre agosto e setembro e tem objetivos bem distintos, que vão de desenvolvimento de feijão resistente à seca até a criação de uma plataforma tecnológica. Veja abaixo o resumo dos projetos segundo comunicado da Embrapa.
O primeiro projeto aprovado é Expressão de genes envolvidos com a resposta ao estresse hÃdrico em plantas transgênicas de feijoeiro, liderado por Francisco José Lima Aragão, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (BrasÃlia-DF). Terá como objetivo a obtenção de plantas transgênicas de feijão tolerantes à seca, por meio da expressão do gene BiP de soja e do gene DREB de mamona. Alternativamente, as plantas de feijão transgênico obtidas com expressão desses dois genes poderão ser tolerantes a outros tipos de estresse vegetal.
Plataforma tecnológica para a expressão e produção de proteÃnas recombinantes em plantas é o nome do segundo projeto aprovado, liderado por ElÃbio Rech, também da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A idéia é desenvolver uma plataforma, a partir da parceria entre a Embrapa, o Ludwig Institute for Cancer Research, o New York Branch of Human Câncer Immunology at memorial Sloam-Ketting Cancer Center Research e o National Institute of Health (NIH), que são instituições consideradas referencias nacionais e internacionais na área de clonagem de genes, transgenia, produção de biomoléculas e imunologia. O foco de atuação da plataforma será a expressão e a produção de proteÃnas recombinantes em plantas de soja e tabaco.
A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) coordenará o terceiro projeto, Fenotipagem, avaliação de mecanismos de tolerância e associação genômica aplicadas ao desenvolvimento de recursos genéticos de cereais adaptados à seca, a partir da liderança do pesquisador Newton Portilho Carneiro. O trabalho terá como objetivo identificar e caracterizar recursos genéticos e mecanismos fisiológicos e moleculares de tolerância à seca em cereais, avaliados em sÃtios especÃficos de fenotipagem. O desenvolvimento de cultivares tolerantes à s limitações hÃdricas será uma alternativa sustentável para mitigar os impactos negativos das mudanças climáticas globais.
O estudo do transcritoma do Bicudo do Algodoeiro e da Broca Gigante para avaliação de genes candidatos a silenciamento por RNAi (RNA interferente) é o tema o quarto projeto aprovado. Ele será liderado por Maria de Fátima Grossi de Sá, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que buscará, por meio da transgenia de plantas, com a introdução de proteÃnas tóxicas, o controle dessas duas importantes pragas para a agropecuária nacional. A estratégia consiste em nocautear irreversivelmente um gene, impedindo que a proteÃna codificada por ele seja expressa.
A estratégia do RNAi também será utilizada no quinto projeto, Desenvolvimento de estratégia baseada em RNAi para geração de mamoeiro resistente a múltiplas viroses. O trabalho será liderado por Francisco José Lima Aragão, também da da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Este projeto visa o desenvolvimento de novas linhagens de mamoeiros resistentes simultaneamente aos vÃrus da mancha anelar, do amarelo letal e o da meleira (principais doenças da cultura) utilizando a estratégia de RNAi. A produção de cultivares de mamoeiros resistentes à infecção por esses vÃrus é a opção mais promissora e desejável para ser utilizada em um manejo integrado de pragas.
Já o projeto Aperfeiçoamento do sistema de manejo de Diabrotica spp. nas culturas do milho e batata será liderado por Ana Paula Schneid Afonso, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas-RS). A Diabrotica speciosa é um inseto-praga que afeta diversas culturas no Brasil e que ocorre praticamente em todos os Estados brasileiros e em vários paÃses da América do Sul. A transferência de genes exógenos para espécies de plantas cultivadas a partir das novas técnicas de engenharia genética propiciou o desenvolvimento de cultivares resistentes a insetos. Os genes para resistência a insetos mais conhecidos e estudados até o momento são os que expressam as proteÃnas da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt). Embora esta nova tecnologia propicie adequado controle de pragas, sabe-se que se mal manejada pode favorecer (acelerar) o desenvolvimento de populações com resistência aos produtos transgênicos, como ocorre com os produtos biológicos (microbianos) e convencionais (quÃmicos). Neste sentido, é fundamental estabelecer métodos de estudo e manejo para os organismos geneticamente modificados (OGM), como monitorar em laboratório as populações de insetos quanto à suscetibilidade ao produto comercial.
O sétimo projeto aprovado foi o de Caracterização morfologica e molecular de populações de Noctuideos e determinação da suscetibilidade a inseticdas e toxinas de Bacillus thuringiensis, liderado por Daniel Ricardo Gomez, da Embrapa Soja (Londrina-PR). Para combater o aparecimento simultâneo de espécies de lagartas na cultura da soja produtores rurais têm utilizado cada vez mais inseticidas quÃmicos de amplo espectro (piretróides, organofosforados e carbamatos), o que tem restringido o uso de produtos de maior seletividade (por exemplo, o vÃrus AgMNPV da lagarta-da-soja e Bacillus thuringiensis). O incremento da utilização de piretróides e alguns organofosforados têm ocasionado aumento das populações de outras pragas, como por exemplo, ácaros, dificultando o manejo adequado das pragas da soja. Portanto, o monitoramento é essencial nos programas de manejo de pragas para verificar se a ineficiência do controle quÃmico é devida à seleção de genótipos resistentes ou ainda determinar a condição real da resposta das populações geográficas a um inseticida (ou toxina) e definir se existe a necessidade de modificar as táticas de manejo. Com a liberação de culturas Bt (milho e/ou algodão) nos paises vizinhos, na Argentina em 1998, no Uruguai em 2004 e no Brasil em 2007 tornam-se necessários estudos de linhas base de suscetibilidade a essas toxinas. Assim, a caracterização precisa dessas populações geográficas através de estudos de variabilidade genética permite inferir as taxas de fluxo gênico, as quais têm importância nos estudos de resistência e verificar se as diferenças genéticas estão relacionadas com suas plantas hospedeiras.
As novas pesquisas estão dentro do âmbito da parceria Embrapa-Monsanto. Clique no link abaixo para ler a Ãntegra do comunicado da Embrapa, incluindo informações sobre os editais para seleção dos projetos.
Novos projetos são aprovados nas chamadas do convênio Embrapa-Monsanto — Embrapa: ”
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Tags: Agricultura, alimentos, biotecnologia, Embrapa, Monsanto
Este post foi publicado quinta-feira, 30 de julho de 2009 às 09:12 e colocado na categoria Alimentação, Ciência e Tecnologia, Geral, Uso da Terra. Você pode seguir os comentários à este post pelo RSS 2.0 feed. Você também pode deixar um comentário abaixo. Pinging não é possível neste post.