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Quando soprar o apito de uma pandemia?


A gripe suína A (H1N1) continua a se espalhar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), já são 4.694 casos confirmados e relatados à entidade internacional sobre a nova epidemia. Desde que o governo do México soprou o apito sobre o novo vírus, um tremendo barulho foi feito para uma gripe que até agora tem mostrado um baixo índice de mortalidade. A precaução falou mais forte, tanto entre as autoridades sanitárias mexicanas, quanto na OMS, fato que começa a ser reconhecido internacionalmente.
Porém, é inquestionável que um dos grandes problemas relacionados às epidemias e pandemias é saber quando as autoridades sanitárias devem soprar o apito. Não é uma simples de questão de bom senso. Trata-se de matemática pura. São diversas variáveis envolvidas que vão do tempo de incubação do patógeno à capacidade de governo de isolar as pessoas infectadas.
Na sexta-feira, foi publicada uma nova fórmula para definir a taxa de reprodução, um número que indica quantas pessoas uma pessoa deve infectar após ter contraído a doença. Quanto maior a taxa de reprodução, maior o problema nas mãos das autoridades sanitárias.
Porém, definir este número no começo do período infeccioso é bastante complicado devido à dificuldade de estabelecer alguns parâmetros. Uma equipe de cientistas do Centro de Controle de Doenças da Colúmbia Britânica, no Candá, divulgou o novo método para antever a taxa de reprodução de uma epidemia já nos seus primeiros dias.
Para fazer isso, eles decidiram usar três variáveis que estão disponíveis no começo das infecções e a carga de conhecimento acumulada a respeito de redes sociais, como frequência e duração de encontros. A primeira variável é a taxa de probabilidade de infecção, que pode ser definida a partir do exame de sangue das primeiras vítimas. A segunda é taxa de remoção, que indica a velocidade em que as autoridades conseguem tirar pessoas de circulação sejam as mortas, sejam as infectadas, neste caso por meio de medidas preventivas como quarentena. A terceira variável é a velocidade em que novos casos aparecem.
O cálculo pode ser atualizado em tempo real para indicar mudança na situação para as aturodiades sanitárias. Os criadores do método usaram dados históricos para avaliar a metodologia, que pode ser encontrada neste link.

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Este post foi publicado segunda-feira, 11 de maio de 2009 às 11:09 e colocado na categoria Ciência e Tecnologia, Conexões, Geral. Você pode seguir os comentários à este post pelo RSS 2.0 feed. Você também pode deixar um comentário abaixo, ou trackback do seu próprio site.

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