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abr

Cepea analisa impacto da introdução do milho transgênico no Brasil


Dois pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) avaliaram os prováveis reflexos da primeira safra de milho geneticamente modificado no Brasil. Na avaliação de Joaquim Bento de Souza Ferreira Filho e Lucilio Rogerio Alves, ambos professores da Esalq/USP, tanto no mercado interno quanto no externo a recepção ao milho transgênico deve ser positiva. Os benefícios aos produtores, avaliam eles, é que determinarão a velocidade da difusão desta nova tecnologia.

A pesquisa foi feita com base na legislação dos países importadores de grãos e carnes do Brasil e também nos principais setores que consomem o grão no país. Paralelamente, foi avaliada a reação do mercado à introdução da soja geneticamente modificada que hoje está presente na maioria dos óleos deste grão vendidos no país.

A análise técnica foi respaldada pelos contatos que o Cepea mantém com agentes da cadeia de comercialização. De acordo com o estudo, o segmento mais receoso de adotar o milho geneticamente modificado é o que usa o cereal como matéria-prima para alimentação humana. “Este segmento, contudo, pelas suas características e menor volume de milho utilizado, teria condições de praticar a segregação do produto se necessário para clientes dispostos a pagar um prêmio de preço para produtos com garantia de ser não GM [geneticamente modificados]“, ressaltaram os autores.

No caso da exportação, as perspectivas para a produção de milho geneticamente modificados são ainda melhores, indica a pesquisa: “a maioria dos países importadores de milho do Brasil em 2007 (Irã, Coréia do Sul, Espanha), por exemplo, também importa milho e/ou soja dos Estados Unidos, onde a utilização da tecnologia GM já é antiga, ou produz milho ou outros produtos GM, como é o caso da Espanha. O Irã, além disso, possui um ativo programa de pesquisas e já utiliza largamente o arroz GM. Estes países, portanto, já dispõem de legislação e aparato institucional para lidar com esta nova tecnologia.”

Os pesquisadores indicam que o fiel da balança para o milho transgênico, contudo, será o mercado de rações. Isso porque, segundo informações da Abimilho (Associação Brasileira das Indústrias do Milho ), este setor absorve cerca de 80% da produção nacional. Como revela o comunicado do Cepea isso não deve ser problema, pelo contrário:

A resposta do segmento produtor de rações para animais à introdução do milho GM é, portanto, determinante para a cadeia do produto no Brasil, enfatizam os professores. Eles reiteram que esse segmento tem experiência na utilização de soja GM para a produção de ração e que não houve, desde a introdução da soja GM no final da década de 1990 no Brasil, qualquer reação ao seu uso para ração animal, tanto por parte da indústria quanto por parte dos consumidores. Ao contrário, destacam. O consumo “per capita” de carne de frango, um dos principais setores consumidores de rações, estaria aumentando desde então.

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Este post foi publicado terça-feira, 7 de abril de 2009 às 17:49 e colocado na categoria Alimentação, Ciência e Tecnologia, Geral, Uso da Terra. Você pode seguir os comentários à este post pelo RSS 2.0 feed. Você também pode deixar um comentário abaixo, ou trackback do seu próprio site.

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