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Amartya Sen sobre a crise e sobre o capitalismo
O que não falta na atual crise são culpados. Como ocorre em toda a crise, logo aparecem apressados para colocar o capitalismo no banco dos réus. Acho que o buraco é mais embaixo. Primeiro porque no cerne da crise está exatamente a inobservância por parte de governos (dos EUA, principalmente) e empresas (bancos, principalmente) de um conceito básico: todo empreendimento apresenta um risco inerente. E o empreendedor deve ser o responsável pelos eventuais prejuízos.
Neste artigo escrito para New York Review of Books, o prêmio Nobel de economia de 1998 Amartya Sen, faz uma longa análise da crise tomando como base o teórico que representa mais amplamente o chamado livre mercado: Adam Smith. O detalhe é que Sen resgata pontos muito interessantes dos textos originais de Smith. Mostrando que, ao contrário do que os grandes teóricos da auto-regulamentação do mercado pregam, até o pai da teoria econômica moderna fazia ressalvas à capacidade do mercado em se autorregular.
Sen também amplia a discussão para os aspectos relacionados ao Keynesianismo e a um contemporâneo de Keynes, Pigou. Este é um dos pioneiros na teoria do estado do bem esatr social, incluindo desigualdades, um tema que foi marginal para Keynes. Apear de citar várias linhas teóricas, o artigo é bem didático e aborda cada um dos temas com simplicidade.
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Tags: Adam Smith, capitalismo, crise financeira, desigualdade social, Keynes, Pigou
Este post foi publicado quarta-feira, 18 de março de 2009 às 15:12 e colocado na categoria Conexões, Geral. Você pode seguir os comentários à este post pelo RSS 2.0 feed. Você também pode deixar um comentário abaixo, ou trackback do seu próprio site.
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17 de dezembro de 2009 às 10:38