27

fev

Orçamento de Obama para agricultura e energia


O primeiro orçamento dos Estados Unidos assinado por Barack Obama segue o tom dos discursos de  campanha e, para fazer justiça, procura entregar promessas de campanha. Principalmente no que se refere à área de energia. Obama pegou pesado com a indústria do petróleo. Vai reduzir subsídios e isenções fiscais das empresas de petróleo e gás ao mesmo tempo em que investe em energia renovável e eficiência energética.


O começo da mensagem de Obama no orçamento já mostra ao que veio: “Então vem aqueles anos que só aparecem uma vez a cada geração, quando olhamos onde o país esteve e reconhecemos que precisamos romper com o passado problemático”.

Segue dizendo das necessidades para manter o país competitivo e estabelece a meta de dobrar a quantidade de energia renovável usada nos EUA nos próximos três anos. E antes de terminar, também deixa claro qual é o concorrente a bater: “Nós vamos prover novas tecnologias e novos treinamentos para nossos professores para que crianças de Chicago ou Boston possam competir com garotos de Pequim”.

Os tópicos do orçamento norte-americano mais interessantes para o planeta estão divididos em três departamentos (ministérios) e uma agência federal: energia, agricultura e transporte e a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês). Há recursos distribuídos em outros departamentos que também influenciam nas ações relacionadas ao aquecimento global, como o departamento do interior e de habitação. Ficaremos apenas com o squator primeiros:

Energia: esta é a área que sem dúvida recebeu mais atenção do novo presidente dos EUA. As principais medidas são as seguintes:

:: O orçamento do departmento para 2009 será de US$ 33,9 bilhões. Isso representa um aumento de US$ 9,8 bilhões sobre 2008, porém essa diferença inclui US$ 7,5 bilhões que devem ser destinados ao Programa de Empréstimo para Fabricação de Veículos com Tecnologia Avançada. Além desses recursos há mais US$ 38,7 bilhões para a área previstos no plano de recuperação do país.

:: Os principais programas para 2009 são: investimento de US$ 1,6 bilhões para desenvolvimento científico de estudos do climática e energia, facilitar a adoção de formas de energia de baixo carbono, desenvolvimento da tecnologia de captura e seqüestro de carbono (que irá receber US$ 3,4 bilhões do plano de recuperação da economia), investimento em novas linhas de transmissão inteligentes (destinadas principalmente a aumentar a confiabilidade dos sistemas renováveis como usinas eólicas e solares), investimento em novas tecnologias limpas para reduzir a dependência de petróleo importado, além de manutenção do arsenal nuclear e do lixo radiotivo do país.

Agricultura:

:: O departamento de agricultura terá um orçamento de US$ 24,6 bilhões, US$ 1,5 bilhão inferior ao do ano passado. Contudo, a pasta contará com recursos adicionais em 2009 de US$ 6,9 bilhões proveniente do plano de recuperação econômica.

:: No que diz respeito às mudanças climáticas, o orçamento prevê mais US$ 250 milhões em linhas de financiamento para a produção de biocombustíveis e geração de energia eólica pelos fazendeiros norte-americanos.

Transporte:

:: O departamento de transporte terá um orçamento em 2009 de US$ 70,5 bilhões, US$ 100 milhòes abaixo do de 2008. Contudo, o plano de recuperação econômica prevê mais US$ 48,1 bilhões para a pasta.

:: Duas medidas centrais do departamento devem ter impactos na emissão de gases do país. A mais importante delas é um programa de US$ 1 bilhão por ano para construção de linhas de trem de alta velocidade para interligar centros regionais. Também será refeito o plano de gerenciamento do tráfego áereo, com o objetivo de torná-lo mais eficiente, inclusive com a reestruturação de rotas aéreas.

EPA:

:: A EPA será responsável pelo desenvolvimento do plano para reduzir a dependência de petróleo do país e as emissões de gases do efeitos estufa. Isso será feito a partir de um esquema de corte e negociações dos créditos de carbono. O governo norte-americano prevê o investimento de US$ 15 bilhões por ano provenientes dos leilões por ano, duarante 10 anos, a partir de 2012.A meta é chegar em 2020 com redução das emissões de gases do efeito estufa 14% inferiores aos valores de 2005, e em 2050 com uma redução de 83% em relação a 2005.

Consulte o orçamento dos EUA nesta página.

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Este post foi publicado sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 às 14:52 e colocado na categoria Alimentação, Ciência e Tecnologia, Energia, Geral, Uso da Terra. Você pode seguir os comentários à este post pelo RSS 2.0 feed. Você também pode deixar um comentário abaixo, ou trackback do seu próprio site.

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