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fev

Uma visão mais abrangente do quebra-cabeça diplomático


O debate em torno da sustentabilidade está voltado desproporcionalmente para o aquecimento global. Claro, é um problema urgente e relacionado a praticamente todos os aspectos da vida humana na Terra. Porém alguns pontos muito importantes para o futuro do planeta e de sua população têm ficado à margem do debate, embora existam relações com as mudanças climáticas.

Alimentação e educação são dois pontos que se encaixam nessa categoria. O primeiro é mais retratado como parte do problema – devido aos impactos ambientias da atividade – do que como parte da solução. Como já defendemos em outro post, o planeta precisa produzir mais alimentos para reduzir a fome de 1 bilhão de pessoas. Já a educação é bem menos controversa, pois normalmente é vista como parte da solução pois seus impactos são muito menores.

O acesso a alimentos e educação são duas das variáveis mais importantes para definir o grau de desenvolvimento de um país. E se o problema do aquecimento global nos joga na cara que não adianta cuidar apenas do próprio quintal (embora seja importante que todos cuidem do próprio quintal), então parece ser verdadeiro que conhecimento e alimentos fluam com mais naturalidade entre os diversos países do mundo.

São dois pontos onde o conhecimento científico simplesmente não pode ser deixado de lado. O artigo anexo traz uma boa avaliação da questão do ponto de vista norte-americano. A autora é Nina Fedoroff, assessora científica para a ex (condoleeza Rice) e a nova (Hillary Clinton) secretárias de Estado dos EUA.

Em apenas três páginas (em inglês) ela aborda como a ciência pode colaborar para reduzir as diferenças entre países ricos e pobres em questões como alimentação e educação. Mostra com uma simplicidade cristalina os riscos da fuga de cérebros de países em desenvolvimento para países ricos.

O ponto de chegada da autora é mostrar como cientistas nativos dos países desenvolvidos, ou nascidos em países em desenvolvimento mas educados nos principais centros mundias podem dar uma boa dose de colaboração para que cheguemos ao que o colunista Thomas Friedman, do The New York Times, definiu como um mundo plano. Ou seja, um planeta onde todos tenham acesso a oportunidades educacionais e econômicas similares. Vale a leitura.

Artigo de Nina Fedoroff (PDF)

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Este post foi publicado quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 às 11:26 e colocado na categoria Alimentação, Ciência e Tecnologia, Geral, Uso da Terra. Você pode seguir os comentários à este post pelo RSS 2.0 feed. Você também pode deixar um comentário abaixo, ou trackback do seu próprio site.

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